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Há quase um ano atrás, escrevi-vos sobre a albufeira de Cahora Bassa e sobre a estadia no Kasindira Lodge. Desta vez,volto a escrever-vos sobre o mesmo paraíso, mas com a estadia feita no Moringa Bay Lodge.

Há já algum tempo que não tinha um fim-de-semana de dois dias e mal o tive em vista, decidi fazer uma pequena viagem para sair da rotina e espairecer as ideias. Uma amiga tinha-me dado boas informações sobre este local, que comparativamente com o anterior descrito aqui, fica uma hora mais perto. E uma hora para cada lado, faz muita diferença em termos de programação do fim-de-semana. 

Portanto, saímos de casa cedinho, ás 7h30 mas ainda perdemos tempo a parar para tomar o pequeno almoço e abastecer a carrinha. Antes de irmos para o lodge, decidimos fazer um "pequeno desvio" para irmos visitar o Songo. Existem lá uns murais muito bonitos e ainda não tinha tido a oportunidade de os fotografar, por isso aproveitei.

 

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Rumo ao lodge, ainda apanhamos uns 20km em terra batida e nada fáceis de fazer. Demoramos cerca de uma hora com subidas e descidas a 30km/h. Passava pouco das 13 quando lá chegamos e apesar de termos perdido bastante tempo com o desvio, deu para aproveitar bem a tarde. 

Á chegada fomos recebidos pela matilha do lodge, composta por um rottweiler, um "salsicha", um boxer e um rafeirito. Enquanto lá estivemos, estes cães não nos largaram. Super amistosos, sempre a pedir festinhas. Foram os nossos guardas durante a estadia!

O local era em muito parecido com o lodge onde já tinha estado, o mesmo estilo de alojamento, cheio de árvores e uma piscina virada para o lago. Esta tinha o dobro do tamanho da outra, a água estava límpida e era feita em pedra o que lhe conferia um aspecto delicioso. Depois de almoçarmos, é obvio que fomos dar um mergulho! E tão bem que soube estar relaxadinha numa espreguiçadeira, sem grande som de fundo a não ser o da natureza. Estava mesmo a precisar disto!

 

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Como já é da praxe quando vamos a um sítio destes, lá fomos dar um passeio de barco pela albufeira. Ver os hipopótamos, crocodilos e o pôr-do-sol. E nunca desilude. Os crocodilos estiveram um pouco envergonhados desta vez, ao contrário dos hipopótamos que não se apoquentaram nada com a nossa presença.

 

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À noite, e com a falta de rede/net, os palpites eram sobre o resultado do SLB-FCP. E ninguém saiu a ganhar! E o mais fantástico é poder apreciar um céu repleto de estrelas, com uma temperatura agradável e ficar a dar duas de letra até "às tantas" na varanda para o lago.

O dia seguinte foi simples. Acordar (relativamente) cedo, aproveitar muito a piscina, almoçar e regressar a casa ainda com luz do dia. Recordo-vos que por cá entre as 17h e 18h já é de noite. E só vos posso dizer que foi maravilhoso! Entre experiências de mergulhos a serem filmados com câmara lenta, ou um bom período de leitura na espreguiçadeira, a manhã passou-se da melhor maneira possível e tão aproveitadinha como quem sabe que provavelmente tão cedo não repetirá!

 

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Até já!*

 

 

 

 

 

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às 16:51

Visita à Barragem de Cahora Bassa

Por M&Ms, em 13.10.16

Já vos contei anteriormente o meu passeio à albufeira de Cahora Bassa. Mas não vos escrevi muito acerca da barragem em si, que também já tive o prazer de ir visitar.

Acho que se pode dizer que, a barragem agora de nome Cahora Bassa (Cabora Bassa no período colonial), é a maior obra de engenharia realizada em Moçambique. E é neste momento, a maior fonte de geração de energia em Moçambique. Esta, situa-se no distrito do Songo, na província de Tete.

Ao longe parece um pedacinho cinzento encaixado em duas paredes rochosas escarpadas. Só quando lá estamos é que realmente temos noção da sua imponência e do quão maravilhosa é a paisagem.

 

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A visita foi guiada, desde as instalações da Hidroeléctrica de Cahora Bassa até à barragem. Aí, tivemos que colocar coletes reflectores e capacetes de protecção como medida de segurança. À entrada da barragem é possível ver um monumento referente à passagem oficial da barragem para o governo moçambicano, que se deu em 2007 pelo governo de José Sócrates. Desde o início da sua construção, em 1969, que a barragem estava a cargo de entidades portuguesas.

 

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Percorremos a barragem a pé. De um lado é possível ver água. Água sem fim. Do outro um abismo. Uma monstruosidade de betão enorme e lá no fundo o diminuto curso de água que segue rasgando caminho por entre as rochas.

 

 

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Lamentavelmente, o dia da visita coincidiu com um dia de manutenção numa das turbinas e por isso a barragem não estava a descarregar. Não deu para ter noção do seu funcionamento normal. Mas ainda assim pudemos visitar as turbinas e passar para o lado de baixo da barragem, ou seja, ficar de frente para ela onde abrem as comportas. Infelizmente o sol não deixou registar o momento em condições, mas foi muito giro ter as duas visões da barragem.

 

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Na falta de melhor, deixo-vos uma imagem da maquete de como seria o funcionamente normal da barragem.

 

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Até já!*

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às 13:40

O encanto de Roma - Parte 4

Por M&Ms, em 29.09.16

O quarto dia destas férias italianas foram a percorrer as ruas da cidade sem ter destino, e ao mesmo tempo, a ter muitos. Para o último dia ficaram as praças, igrejas e monumentos que valem a pena visitar.

 

Mais uma vez saímos cedinho e desta vez decidimos tomar o pequeno almoço numa confeitaria com muito bom aspecto, que ficava numa esquipa perto do hotel. Tinha um ar requintado e a decoração era toda em madeira. Notava-se que era antiga e que tinha bastante prestígio. Estava muita gente em pé, ao balcão a tomar café. Já não estávamos à espera de pagar pouco obviamente, mas ficamos surpreendidos quando percebemos que íamos pagar 25 euros por um pequeno almoço de dois sumos e 3 bolos. E que nem eram assim tão bons. Pode-se dizer que fomos chiques por 20 minutos... E agora que estou a falar disto, reparei que não me lembrei de fotografar o local.

 

Seguimos a pé, tentando sempre passar por sítios onde ainda não tivéssemos passado nos dias anteriores. Fiquei encantada com as ruas pitorescas, com a arquitectura dos edifícios. À excepção de 1 ou 2 pessoas, posso dizer que achei o povo italiano muito simpático. Tentavam falar inglês para nos entendermos e sempre com um sorriso nos lábios.

 

 

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Para mim, o grande charme de Roma está em virar uma esquina e ver um obelisco, cruzar uma estrada e de repente estar numa pracinha simpática com um lago, ir a passear numa rua e passar à porta de uma bonita igreja trabalhada. A cidade cheira a cultura, a antiguidade. E é acolhedora.

 

Ao final do dia tínhamos conseguido ir à maior parte dos sítios da nossa lista: Igreja de Sta Maria Maggiore, Praça Navona, Praça del Popolo, Panteão, etc. E claro, revisitamos locais onde já tínhamos estado nos dias anteriores, como a Fonte de Trevi ou a Praça de Espanha e que foram sem dúvida, os meus preferidos.

 

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No dia seguinte, tínhamos voo a meio da tarde, pelo que apanhamos o comboio à hora de almoço. Não, sem antes aproveitar a manhã para dar umas voltas e comprar umas lembranças. Já andávamos a namorar uns quadros pintados à mão desde o primeiro dia, com paisagens de lugares emblemáticos de Roma. Vou adorar pendurá-los na minha futura casa.

 

Acho que aproveitamos bem os poucos dias que passamos em Roma. Com o tempo bem gerido, em 3 dias completos conseguem-se visitar as principais atracções da cidade. E vou, sem qualquer dúvida, voltar. Talvez numa época do ano mais calma, mas tenho decididamente que voltar a Roma. Adorei!

 

Até já!*

 

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às 15:34

O encanto de Roma - Parte 3

Por M&Ms, em 27.09.16

E o terceiro dia de visita foi reservado para descobrir o Coliseu e o Fórum Romano. Já vos contei os primeiros dois dias aqui e aqui.

 

Mais uma vez, compramos os bilhetes online para ambos, se bem que para o Fórum Romano não apanhamos filas de entrada. Já para o Coliseu, mesmo que tenhamos o bilhete comprado com antecedência, ainda vamos para uma fila para a bilheteira e depois para outra fila de entrada no Coliseu. Estava uma maré de gente, para não ser diferente do dia anterior. As filas eram enormes. Acho que a maior parte das pessoas escolheu visitar o Coliseu de manhã e o Fórum de tarde, tal era a diferença entre as filas da manhã para a tarde.

 

O Coliseu, tal como esperado, é de um imponência espantosa. É realmente grande e apesar de grande parte estar destruído, consegue-se perceber perfeitamente como estava estruturado. É também possível ver ao lado do Coliseu, o famoso Arco de Constantino. Ambos ficam na considerada zona velha (antiga) da cidade, mas fora do Fórum Romano (da parte vedada que é paga para visitar).

 

 

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Da parte da tarde seguimos para o Fórum Romano. Nesse dia o fórum fechava mais cedo, pois tinham um evento televisivo a realizar-se no espaço. A área que é possível visitar é bastante grande. Vale a pena um passeio pelas ruínas, ver os jardins, os templos e o museu (pequeno para o que esperava).

Antes da viagem li alguns blogs e uma das dicas mais interessantes foi a referência à existência de diversas fontes de água potável espalhadas pela cidade. Assim só precisavamos de ter uma garrafa de água à mão, e enchiamos sempre que passavamos numa fonte. Dentro do Fórum existem uma série delas e a água saía bem fresca, independentemente dos mais de 30 graus que estavam. Outro pormenor interessante, é que existe um roteiro à volta do Fórum Romano, que permite aos turistas ver as ruínas sem terem que comprar bilhete. É obvio que não tem acesso às mesmas coisas e há muito que fica por ver, mas é uma óptima solução para quem tem pouco dinheiro para gastar.

 

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Depois do Fórum e como ainda estávamos a meio da tarde, decidimos passear pela cidade. Fomos em busca de um gelado e, vira aqui e vira ali, demos por nós na Fontana di Trevi. Que lugar deslumbrante. Fiquei apaixonada. Sem dúvida, o sítio que mais gostei de visitar em Roma. E fiz questão de visitar a fonte de tarde, de manhã e de noite nos restantes dias. E não houve um em que não estivesse cheio de gente. E sim, atirei a moedinha claro!

 

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Depois regressamos à parte velha e demos um passeio passando pelo monumento a Vitor Emanuel na praça de Veneza, pelo Museu Capitolino, em direcção à Boca da Verdade. Infelizmente, quando lá chegamos, tinha fechado há 10 minutos. De qualquer forma, não ia poder entrar pois estava de calções, e é mais um dos sítios em que é necessário ter ombros e pernas cobertas. Ainda assim, deu para ver o local por fora das grades.

 

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Passamos a ponte a pé e fomos até ao Bairro Trastevere. Fiquei um pouco desapontada, achei muito parado. Talvez fosse mais interessante de se visitar à noite. Assim, acabamos por fazer a marginal do rio e percorrer ruas que ainda não conhecíamos e mais uma vez, jantar num daqueles restaurantes situados numa pracinha simpática.

 

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A esta altura, as pernas já estavam mais que falecidas. E ainda faltava conhecer a cidade, coisa que deixamos para o 4º dia.

E obrigada ao Sapo por mais um destaque no dia 24/09/2016! 

 

Até já!*

 

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às 13:29

O encanto de Roma - Parte 2

Por M&Ms, em 23.09.16

O segundo dia em Roma foi reservado para ir ao Vaticano. A preparação para este tipo de visita é fundamental. Não só a compra antecipada de bilhetes, para não se perderem horas em filas de espera, como a consulta dos regulamentos dos locais. Para se entrar no Vaticano devem-se ter os ombros cobertos e não se podem usar saias ou calções curtos, o que me custou, confesso, pois estava um dia bastante abafado.

 

Marcamos a nossa entrada nos Museus do Vaticano para as 9h30 e como ainda ficava distante do hotel, fomos de metro. Tinha o mapa na mão e a máquina fotográfica ao ombro. Desta vez optei por não andar de carteira nem mochila nem nada que me incomodasse. Pleno Julho, sol e calor...quanto menos coisas para atrapalhar, melhor. Arranjei forma de levar apenas a bolsa da máquina fotográfica com os documentos necessários e chegou.

 

Quando vi a fila de gente que estava para entrar, deixei de chorar os 10 euros a mais que se dá pela compra online do bilhete. Afinal, tempo é dinheiro, e valeu bem a pena ter entrado directamente para a bilheteira. Acho que foram 10 minutos até entrarmos nos museus. A partir daí podemos optar em que museu entrar ou se queremos ir directamente à Capela Sistina, que fica no final do percurso.

 

 

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Estou longe de ser o tipo de pessoa que devora museus, principalmente se for para ver quadros e afins. Gosto de museus militares e arqueológicos. Mas tive que me render. Além de encontrar coisas que não imaginava estarem no Vaticano (como múmias), rendi-me às pinturas nas paredes e tectos.

Íncrivel a quantidade de gente que já estava no Museu àquela hora, mas já estava a contar pela altura do ano que era. Houveram corredores que nem consegui apreciar como queria, tal era o mar de gente. Acabava mais por ser “go with the flow”...

 

 

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A Capela Sistina é realmente uma obra de arte, fiquei completamente abismada. Infelizmente não é permitido tirar fotografias.  A visita aos museus durou umas 3 horas e quando saímos fomos almoçar para prosseguirmos com a visita na praça de S.Pedro, ver a Basílica e subir à cúpula.

 

 

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A praça de S.Pedro é enorme, tal como esperava. Muito bonita, com a basílica a destacar-se no fundo. Ainda vimos uma perseguição em plena praça, um carro da polícia a perseguir um vendedor ambulante. Foi só para o assustar e fazer sair da praça, mas foi engraçado. Parecia um filme.

Entramos na basílica e é tão grandiosa por dentro como parece ser defora. Os tectos tão altos e trabalhados...que só me faziam tentar imaginar como alguém construiu aquilo no séc.XVI.

 

 

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Entretanto quando saímos da basílica, estava a ficar o céu nublado. Seguimos para a cúpula e a decisão foi subir sem elevador, ou seja, 551 degraus. Não que as perninhas já não estivessem um pouco bambas, afinal desde a tarde anterior que já tínhamos caminhado bastante, mas achei super giro subir a pé. E as vistas são...de tirar a respiração. É possível ver toda a cidade...a praça, o Castelo de Saint Angelo (onde fomos a seguir) e ao longe o Coliseu. Também se podiam ouvir alguns trovões e perceber que, não iria demorar muito para chover.

 

 

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Seguimos para o Castelo já debaixo de chuva. Mas nada que nos impedisse de continuar. Aliás, só se tornou um pouco desagradável quando estava na fila para entrar (e ainda foram uns 15 minutos). Depois acalmou, e com o calor que estava, rapidamente ficamos secos. O Castelo é interessante, mas pensei que tivesse mais para ver. Vale pelas vistas no último piso, e também li algures que o pôr-do-sol visto de lá é fantástico, mas as nuvens não me deixaram confirmar essa opinião.

 

 

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Para finalizar o dia, atravessamos a ponte a pé e como entretanto a chuva parou, optamos por regressar ao hotel a pé, acabando por jantar pelo caminho. E voltamos a passar pela praça de Espanha, que passou a ser o nosso local de eleição para jantar. 

 

Mas ainda não acabou...

 

Até já!*

 

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às 15:19

O encanto de Roma - Parte 1

Por M&Ms, em 22.09.16

Eu sei que este é um blog exclusivamente “africano” mas como adorei o meu destino de férias, acho que vale a pena partilhar um bocadinho da minha viagem convosco. Este ano o destino escolhido foi Roma. Já tinha gostado de Paris, que visitei em 2013, mas Roma...Roma superou. Superou Paris, superou as expectativas, superou tudo.

 

Bem,mas vamos por partes, senão este post fica muito extenso.

 

Aterramos em Roma pela hora do almoço, o que nos deu tempo suficiente para ir ao hotel deixar as coisas e ainda poder dar um passeio de tarde. Decidimos à partida que preferíamos ficar num hotel mais baratinho, dado que a ideia era só mesmo lá por os pés para dormir, e ficar com mais dinheiro disponível para gastar na cidade. Assim foi.

Escolhemos um hotel que ficasse  relativamente perto da Estação Termini, pois no aeroporto iríamos apanhar o Leonardo Express, que em 30 minutos chegaria a esta estação. Não é barato, o bilhete foi 16 euros por pessoa, mas é mais cómodo e o tempo de viagem compensa em relação à outra opção, que seria uma hora de viagem por 12 euros. O hotel, de 3 estrelas, era pequeno e simples, mas servia para o gasto e o quarto até tinha sido renovado recentemente. Infelizmente tivemos o azar de, termos de partilhar o andar com uns jovens na casa dos 18 anos, que lá estavam numa espécie de visita de estudo e que faziam bastante barulho. Mas depois de umas chamadas de atenção, as coisas lá se compuseram.

 

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Era domingo e eu não tinha marcado nada de especial para a tarde, a não ser dar um passeio nos jardins da Galeria Borghese. Como a extensão dos jardins era grande, decidimos fazê-lo numa espécie de bicicleta dupla em que apenas um dos volantes funcionava (e não era o meu) e tinha um motor de arranque nos pedais (não nos meus...). Digamos que foi uma aventura, porque o travão era dos fracos e havia muitas subidas e descidas. Ainda nos aventuramos lá pela mata e achei seriamente que estivemos perto de perder alguns dentes, mas no final tudo acabou bem.

Depois dos jardins fomos explorando as ruas da cidade.Uma das coisas que mais me impressionou em Roma é a facilidade com que encontramos um monumento, uma praceta simpática ou uma igreja. Mesmo na rua mais simples, podemos encontrar algo que nos apaixone.Tentamos ao máximo evitar o uso do metro e percorrer a cidade a pé.   

 

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Acabamos por ir dar à Praça de Espanha, local por onde iríamos passar diversas vezes nos dias seguintes. Infelizmente a famosa escadaria da Praça de Espanha estava vedada aos turistas por motivos de recuperação, mas mesmo assim deu para sentir a magia do local.

 

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Como esperado para o mês de Julho, muitos turistas em todo o lado e um calor que não sendo muito bom para durante o dia, foi perfeito para as noites. Por incrícel que pareça, chegamos a apanhar umas pingas de chuva nessa noite (e no dia seguinte também!). Jantamos numa esplanada numa daquelas ruas típicas, e claro...massa! Depois regressamos ao hotel para descansarmos, pois tínhamos o dia seguinte reservado para visitar o Vaticano logo cedo.

 

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Infelizmente não tenho muitas fotos deste início de viagem, pois a ideia era dar um passeio descontraído e deixei a máquina fotográfica no hotel. Valha-nos as câmaras dos telemóveis.

 

Até já!*

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às 14:22

O regresso.

Por M&Ms, em 20.09.16

Para regressar a Moçambique tive que apanhar 3 aviões. A viagem é longa e chata, tanto na duração dos vôos como na duração das escalas. O trajecto que fiz foi o oposto ao que tinha feito para ir a Portugal. Desta vez fui ao aeroporto de Istambul, que ainda não conhecia. Normalmente, quando saio de Tete, costumo fazer escala em Joanesburgo e depois em Frankfurt ou então voo de Maputo directamente para Lisboa.

 

Posso dizer que viajar na Turkish Airlines foi uma boa surpresa. Fiz os dois trajectos mais longos nesta companhia. Ou seja, as 10h de viagem entre Joanesburgo e Istambul e as  5h de viagem entre Istambul e Porto. Os aviões são agradáveis e no vôo mais longo oferecem uma bolsa de fecho com meias, uma venda, uns chinelos, um bálsamo para os lábios e uma escova e pasta de dentes. Quanto às comidas, não posso opinar pois como sou muito esquisitinha, normalmente evito comer nos aviões. Sempre que arrisco e penso “não, vai ser hoje que vou gostar”...arrependo-me sempre. Até o próprio cheiro da comida enquanto está toda a gente a comer, me enjoa. Por isso...não, obrigada. A grande falha desta companhia, é a dificuldade em fazer o check-in online. Porque para vôos longos, acreditem que é importante sermos nós a escolher o nosso lugar, além de ficarmos com o check-in despachado e termos que perder tempo só a entregar as bagagens. Não consegui fazê-lo em nenhum dos trajectos infelizmente.

 

As escalas também são uma chatice. Desta vez, por exemplo, fiquei 5 horas em Istambul e 6 horas em Joanesburgo antes de apanhar o último vôo para Tete, este de 2 horas. Passeia-se, come-se qualquer coisa e lê-se. E depois fica-se com um sono...mas estando sozinha não convém adormecer, até porque tinha bagagem de mão. Saí do Porto às 12h30 e cheguei a Tete no dia seguinte às 18h30...não há como não parecer um zombie. Ainda fui dormitando nos vôos, mas acordei muitas vezes dado ao desconforto da posição, que normalmente me causa bastantes dores nos joelhos e no fundo das costas. O que arranjei foi uma bela dor de cabeça que durou até ao dia seguinte, de andar a dormir de hora em hora. E o que ainda me safou foi a minha almofadinha azul em forma de ferradura para colocar no pescoço, senão nem 10 minutos dormia.

 

Quando cheguei ao Porto, tinha acabado de fazer escala em Ataturk - Istambul às 6h da matina. Achei que o aeroporto tinha bom aspecto, tem uma área de cafés e restaurantes bastante simpática e algumas lojas. Para a hora que era, ainda achei que tinha um fluxo de pessoas aceitável. Aliás, cheguei a falar bem do aeroporto a uma ou duas pessoas, tal tinha ficado impressionada. Isto foi uma semana antes do atentado ao aeroporto, quando uns 3 fulanos se fizeram explodir lá dentro na zona do check-in. No regresso, voltei a fazer escala no mesmo sítio mas desta vez à noite, entre as 20h e a 1h da manhã. Beeeeem...irreconhecível. Parecia um outro sítio. Apinhado de gente. Onde quer que fosse... Gente sentada e deitada no chão. Andei montes de tempo a passear e a fazer tempo, porque não encontrava um sítio pacífico para me sentar e relaxar um bocadinho antes do vôo. Pior...era lixo e mais lixo no chão e nos bancos. As casas de banha imundas, como chão sempre cheio de água. E quando se passava num corredor de bancos apinhados, era um cheiro tão estranho...depois percebi que estava toda a gente descalça e...eureka! Que má experiência...

 

Isto tudo para vos dizer que, a aventura não é só o estar aqui. O chegar cá também engraçado (ou não) por vezes.

 

Até já!*

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às 11:24

A existência de mais um fim de semana prolongado permitiu, que em Outubro de 2013, fôssemos visitar Vilanculos. Vilanculos situa-se na província de Inhambane, a cerca de 900km de Tete, e é um dos locais situados na costa que mais visitantes recebe pela sua proximidade ao arquipélago de Bazaruto.

 

Para aproveitar o fim-de-semana ao máximo, dado que a viagem é longa, partimos na sexta ao final da tarde, de forma a fazermos os primeiros 400km de viagem até ao Chimoio e aí pernoitar. Assim, pudemos sair cedo no sábado para fazer os restantes 500km, e chegamos à vila cerca das 14h. Naquela altura, era impreterível uma boa gestão do tempo de viagem, pois a meio do caminho havia a travessia da ponte do rio Save, que só podia ser feita acompanhado de uma escolta, dado a situação de conflito político-económico que se vivia na altura (e se vive outra vez actualmente).

O regresso estava marcado para segunda-feira, por isso aproveitamos ao máximo a tarde de sábado e o dia de domingo. Ao máximo como quem diz...sábado de tarde não se fez grande coisa porque choveu...e muito!

 

O lodge onde ficámos chama-se Villas do Índico, e apenas se acessa com veículo de 4 x 4, que pode ser providenciado pelo mesmo. O alojamento consiste em cabanas individuais com um pequeno alpendre com sofá e baloiço. As cabanas têm quarto e casa de banho e são bastante espaçosas. A piscina com borda infinita está rodeada por puffs e espreguiçadeiras num estrado de madeira virado para o mar. E a sala de refeições é toda em madeira, muito típico por cá, com vista para a piscina e para o mar.

 

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Portanto, sábado à tarde...dia na cabana. Mas as previsões diziam que domingo ia ser melhor, e por isso agendamos uma ida de barco às ilhas, incluindo snorkeling na barreira de coral existente entre as ilhas. E assim foi. Domingo estava um dia radiante. Tomamos o pequeno almoço e saímos de barco, depois de escolhermos as barbatanas e o material necessário para o snorkeling.

O mar é simplesmente impressionante...água límpida, deixando ver o fundo durante a viagem de barco. E não é que somos surpreendidos por dois golfinhos que decidiram acompanhar-nos? Foram durante um bom tempo a nadar junto ao nosso barco.

 

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A primeira paragem foi na barreira de coral para a experiência de snorkelling. Eu e a água temos uma relação muito restrita e eu estava bastante reticente em entrar na água...mas felizmente o barco tinha coletes salva-vida e foi o que me safou. O problema foi para sair da água...adorei a experiência. A água é transparente e tem uma temperatura excelente...que maravilha! Vi imensos peixes, de todas as cores e feitios...realmente a natureza é fantástica!

 

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Não havia uma nuvem no céu e o sol não dava tréguas. Seguimos para a ilha de Bazaruto. Bem...que paraíso! Indescritível... Caminhámos e caminhámos até subirmos um duna de cerca de 15 metros de altura, em que de um dos lados terminava abruptamente.  E aí sim...foi possivel contemplar toda a beleza do local...da ilha onde estávamos e das ilhas circundantes, do imenso oceano índico que nos rodeava por todos os lados, a areia branca e as palmeiras...parecia que estava num filme!

 

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Após cerca de uma hora a vaguear pelo lado sul da ilha de Bazaruto, voltamos ao barco e dirigimo-nos à ilha de Benguerra. Mais uma vez, areia fininha e branca a perder de vista...difícil era sair da água, que mais parecia uma piscina de água morna. Enquanto se aproveitava o mar, o guia preparava um almoço leve para petiscar. Ao largo da ilha viam-se pescadores em canoas e outros barcos com turistas a visitar as ilhas.

 

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Ao início da tarde voltamos ao lodge, para aproveitar a piscina e descansar um pouco. Afinal, tínhamos uma longa viagem pela frente no dia seguinte.

Quando cheguei ao quarto notei que tinha apanhado o meu primeiro escaldão...vestir-me para ir jantar foi um suplício! Mesmo tendo colocado protetor solar factor 50, o sol deixou as suas marcas. A primeira e última vez, espero eu! Chegada a segunda-feira, foi dia de regressar com calma e tentar chegar ainda de dia a casa. Foi pouco tempo, mas que deixou saudades. É um sítio que adorava visitar outra vez.

 

Moçambique tem muitos paraísos destes, mas infelizmente ainda não existem muitas facilidades para o turismo externo... Os locais não são de fácil acesso, há a dificuldade da língua para os estrangeiros e o turismo é bastante caro por cá. Por um lado, não é mau de todo, pois é da forma que estes lugares fantásticos continuam virgens, sem serem estragados e banalizados.

 

Até já!*

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às 09:56

Albufeira de Cahora Bassa #3

Por M&Ms, em 05.05.16

(Continuação do post Albufeira de Cahora Bassa #2)

 

Os quartos onde ficámos eram grandes, tinham uma cama grande com rede mosquiteira, um sofá e uma varanda também com mesas e cadeiras e a casa de banho era de tamanho normal, e com bom aspecto. Tinham também uma variedade de insectos simpáticos, principalmente aranhas. Que é o bónus que se tem quando se quer ter uma experiência na natureza. Aqui o nascer do sol acontece cedo, devia ser perto das 6h da manhã quando acordei com os raios de sol a entrar pela janela...aproveitei para tirar uma foto claro!

 

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No dia seguinte, ou seja no segundo dia, decidimos que iríamos aproveitar a piscina e apanhar um solzinho. E assim foi. Manhã tranquila junto à piscina. O vento intensificou-se em comparação com o dia anterior, provocando ondas na albufeira, que ao baterem nas rochas da falésia faziam com que parecesse o barulho do mar. Foi super relaxante...

 

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Da parte da tarde fomos visitar a quinta dos crocodilos. Existem cerca de 4500 crocodilos na quinta, de diversos tamanhos. Fiquei bastante impressionada ao ver crocodilos de 4 metros e meio. Entramos mesmo para o recinto onde estavam os maiores, sem termos uma barreira entre nós e eles. São animais fantásticos, que realmente metem respeito. Alguns mais assustadiços mergulharam na água, outros ficaram parados como se ali não estivéssemos. Acho que eu estava mais incomodada do que eles. Ao sair da quinta, avistámos duas águias pesqueiras e três macaquinhos numa árvore!

 

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O final do dia foi a jogar Uno, como já não fazíamos há muito tempo. Ainda deu para umas risotas. E eu fui a grande perdedora...jogamos a pontos e eu fui a primeira a chegar aos 500. Paciência, ainda bem que não se jogou a dinheiro!

 Último dia e dia de regresso. Ainda se aproveitaram umas horinhas de manhã na piscina, e regressamos pela hora do almoço. Foram dois dias muito bem aproveitados, de convívio e de relaxamento. Aliviar a cabeça e fazer um “reset” da rotina diária. O pessoal do lodge foi sempre atencioso e deixaram-nos sempre muito à vontade. É a possibilidade de podermos usufruir destes paraísos ocasionalmente, que torna mais suportável o esforço de estar longe de casa.

 

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Até já!*

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às 11:25

Albufeira de Cahora Bassa #2

Por M&Ms, em 04.05.16

(Continuação dos post Albufeira de Cahora Bassa #1)

 

Após nos instalarmos no lodge, almoçamos com calma e decidimos fazer o passeio de barco ao pôr-do-sol. Aqui o sol põe-se cedo, pelo que saímos para o passeio perto das 16h. Não sem antes ir até ao quarto descansar um pouco e contemplar a fantástica vista da varanda.

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Ao sair do cais pudemos ver alguns pescadores que acabavam de chegar, e assim que entramos na albufeira foi possível observar vários barcos a posicionarem-se para trabalhar durante a noite. Estes barcos apanham um peixe chamado “kapenta” que é atraído para a superfície pela luz que o barco projecta na água, facilitando a sua pesca.

 

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Quanto mais avançávamos na albufeira, mais a imensidão se apoderava de nós. A paisagem consistia em água, água e mais água, com montanhas como pano de fundo. De um lado nem sequer era possível ver a margem, dando a sensação de estarmos no mar. E o sol sempre a descer em direcção ao horizonte.

 

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A viagem foi grande e alcançamos uma margem, que anteriormente parecia muito distante. Ali pudemos ver hipopótamos, crocodilos e diversos pássaros. Já tinha feito um passeio deste género e apenas tinha avistado um crocodilo e com dificuldade. Desta vez tivemos sorte, estavam vários na zona e muitos esconderam-se mergulhando. Demos uma volta nas redondezas e foi possível ir identificando vários crocodilos a nadar à superfície. Segundo o nosso guia, é frequente a presença de hipopótamos e de crocodilos naquela zona, e contou-nos que dois dias antes uma senhora tinha sido levada da margem por um crocodilo. Infelizmente, aqui ainda vão existindo muitos casos destes, porque além de existir muita população que depende da pesca também é hábito as pessoas tomarem banho e lavarem a roupa no rio.

 

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Depois do passeio a ver a bicharada, conseguimos ter uma vista fenomenal do pôr-do-sol. Naquele sossego, no meio dos animais, da natureza...indescritível. Mais um momento para a caixinhas dos “a recordar”. A luz foi-se desvanescendo e tivemos de terminar o passeio. A voltar para o lodge o número de barcos de pesca tinha triplicado. Foram cerca de duas horas naquela paz de espírito. Duas curtas horas...

 

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E ainda não foi desta que terminei, por isso “não percam o próximo episódio, porque nós também não!”.

Até já!*

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às 10:57


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