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Crise a quanto obrigas.

Por M&Ms, em 21.03.16

Crise. Essa malvada. Em 2008 estava eu bem longe de imaginar o impacto que a recente crise teria na minha vida. Até porque de economia percebo pouco, então nem sequer liguei muito ao tema nos primeiros tempos. Já começava a ouvir os meus professores na faculdade a dizerem que uma passagem profissional pelo estrangeiro seria óptimo para o currículo, além de nos obrigar a evoluir profissionalmente em menos tempo. Ok, até aí tudo bem, é muito giro mas não vou estar agora a pensar nisso que tenho muito que estudar. Depressa terminei licenciatura e aí sim, dei logo de caras com as consequências da crise. Durante os dois anos de mestrado enviei currículo atrás de currículo...respostas nem vê-las. Quando se vê o sector da construção civil parado, as empresas a estabelecerem-se em África ou na América latina, somos obrigados a considerar hipóteses que antes pareciam piada. Por isso não foi de estranhar que me agarrasse com unhas e dentes à oportunidade de vir trabalhar para Moçambique assim que ela surgiu. “Olha, uma empresa que considera contratar mulheres...não acredito!” Porque além da crise ser a grande culpada, como é de conhecimento geral (e apesar das pessoas gostarem de dizer que a mentalidade tem vindo a evoluir, patati, patata), a indústria mineira/construção civil/whatever  também não gosta muito de ter por lá senhoras a trabalhar. E pronto, foi assim que me tornei numa emigrante.

A parte boa da coisa, é que se não fosse a crise, não tinha coisas giras para escrever aqui no blog!

 

Infelizmente, hoje estou cá porque a crise assim me obrigou.

Felizmente, hoje estou cá porque a crise assim me obrigou.

Infelizmente, continuo cá porque a crise assim me obriga.

Já estava na hora desta crise acabar não?

 

Até já*

 

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às 09:32


4 comentários

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De Chic'Ana a 21.03.2016 às 13:54

Acredito que seres mulher, teres uma profissão tipicamente e tradicionalmente masculina seja bastante dificil no país em que te encontras atualmente! Espero que a crise passe rapidamente por Portugal e que possas voltar com boas condições..
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De M&Ms a 21.03.2016 às 13:57

Não vejo a horinha
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De As Nossas Voltas a 21.03.2016 às 23:29

Compreendo-te perfeitamente! Há que tentar ver o lado mais positivo da emigração, enquanto que Portugal não voltar a dar condições dignas de trabalho...
A esperança é a última a morrer...
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De M&Ms a 22.03.2016 às 06:21

Sim, claro. Mas sabes , há uma diferença muito grande entre estar num país desenvolvido e um subdesenvolvido. Eu já nem penso em voltar para Portugal num futuro próximo, mas gostava de pelo menos conseguir na Europa. Mas não está fácil...

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